quinta-feira, 5 de agosto de 2010

AS VERDADEIRAS QUALIDADES

Nos últimos dias tenho me deparado com pessoas muito eloquentes, com perfeita oratória, qualificados em marketing pessoal, excelentes persuasivos, enfim, pessoas altamente capacitadas em convencerem outras a respeito de suas qualidades.

No ambiente profissional é corriqueira a figura do funcionário “marketeiro”. Sempre pronto a exaltar suas brilhantes soluções (mas tem que ficar claro que, mesmo atarefadíssimo, conseguem pensar em tais soluções), suas “sacadas” geniais, suas qualidades de gestor, sempre com uma “crítica construtiva” a respeito de um colega de equipe, sempre com uma opinião ..... é uma lista interminável.

Também observo que o tal “profissional” , na maioria das vezes, age assim para ocultar sentimentos como: insegurança perante sua equipe de trabalho, frustração pessoal (geralmente ligada à área familiar), inferioridade, fragilidades, ambição desenfreada e falta de caráter. O problema é que, no fim, vemos uma equipe prejudicada pelo dito profissional que, no afã de se destacar e “mostrar serviço”, acaba por comprometer a meta do grupo.

Em última análise, poderíamos concluir que são corpos que carregam em si uma alma intensamente ferida, que acham que podem ser curados através de uma ascensão profissional. A qualquer custo, muitas vezes.

Essa figura deve ser familiar a você, pois em algum momento você já se deparou com alguém assim, não é?

Assim como a equipe de trabalho é prejudicada com a figura acima descrita, o Corpo de Cristo tem sido gravemente ferido quando temos nessa equipe irmãos com esse comportamento.

Infelizmente, tem se tornado cada vez mais comum, pessoas usarem os púlpitos não para apregoar o Evangelho genuíno de Cristo, mas sobre si mesmos, suas qualidades, títulos e experiências sobrenaturais, seus conhecimentos teológicos, sua perfeita hermenêutica e inabalável conhecimento bíblico. Mas não somente os púlpitos, mas, de uma forma geral, os dons e talentos que receberam gratuitamente do Senhor.

Considerando que as regras espirituais não coadunam com as humanas, quando o assunto é o Reino de Deus não precisamos nos promover a fim de obter destaque perante a comunidade em que estamos inseridos, muito menos para chamar a atenção do Senhor para nós. É exatamente o oposto.

Talvez já tenha conhecimento do que nos diz o Livro de Mateus, capítulo 23, verso 12: “Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado.”

As verdadeiras e consistentes qualidades não são formadas no barulho, agitação, vanglória ou comportamento arrogante, estes são, entretanto, sinais de fraqueza, eis que requerem muito pouco esforço ou comprometimento.

Força, edificação, determinação, coragem e outras tantas qualidades vem num formato calmo, sereno e tranqüilo, assim como vemos na pessoa de Jesus, que trabalhava silenciosamente a fim de fazerem as coisas acontecerem. E aconteciam.

Portanto, se você tem tido tais atitudes, há uma alma ferida dentro de seu corpo. Conscientize-se disso e busque a cura junto ao Senhor.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010



Há quem diga que o Cristão deve ser completamente livre dos percalços que assolam o resto dos mortais. Se, acaso, for acometido de alguma enfermidade, provação, desafio, afronta ou coisa do tipo, é porque deve estar em pecado, como se essa fosse a explicação mais sólida para tais momentos.

Quantos de nós já não nos deparamos com essa realidade?

Vezes na condição ativa, ou seja, julgando alguém que está em tal condição, vezes na condição passiva, ou seja, sofrendo o peso de ser julgado pelo meio no qual estamos inseridos.

Desejo meditar com você, leitor, a respeito de um enorme engano que tem se estabelecido dentro das comunidades cristãs, com o firme propósito de segregar o corpo do Salvador.



Sabemos que há discursos, antibíblicos é bom registrar, que prezam em informar que o Evangelho de Cristo não é outro senão aquele que nos alça à condição de inabaláveis, imbatíveis, intocáveis ...

Não estou em desacordo com tal visão, desde que a mesma seja permeada com a Verdade da Palavra que nos garante que em Cristo somos sim mais que vencedores, porém, enquanto habitarmos “o corpo dessa morte” estaremos sujeitos a momentos de aflição, como o próprio Senhor Jesus nos advertiu: João 16:33b – “No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”.

Estou em acordo com tal visão desde que ao exemplo do Apóstolo Paulo seja emprestado o devido valor. Homem de Deus, que nem por isso foi isentado das angústias, dos açoites, das provações que essa vida nos impõem, ao ponto de declarar que carregava em seu próprio corpo as marcas de Cristo, referindo-se as marcas carnais provenientes das feridas deixadas pelas chicotadas, pelas algemas e grilhões pelos quais foi preso (Galátas 6:17).

Equivocadamente, o Corpo do Salvador tem recebido uma enxurrada de palavras que, na essência, adulteram o Evangelho de Cristo, ao massificar a ideia de que há uma necessidade imperativa da igreja triunfar sobre todas as coisas e de conquistar. Parecendo ser uma ORDEM contida na Palavra – IDE E TRIUNFAI SOBRE TODAS AS COISAS!

Onde ficaria o IDE E PREGAI O EVANGELHO?

Mas não é esse o foco nesse momento.



O foco é pensarmos que quando a igreja é convencida de que sobre ela pesa uma sentença de que DEVE triunfar (materialmente falando), ela passa a, involuntariamente, rejeitar qualquer exemplo que fuja desse protótipo, pois o modelo que retrata a abundância da vida de Cristo em uma pessoa é aquele do vencedor, do irmão de carro zero, de casa nova, da irmã de cabelos alisados com a química mais moderna (e cara), e por ai vai...



Tal raciocínio parece inofensivo, mas a longo prazo torna praticamente inviável a UNIDADE DO CORPO DE CRISTO, porque, na verdade, não existe possibilidade de desenvolver um saudável relacionamento entre irmãos que olham entre si e “medem” o quanto de Deus há no outro pela aparência vitoriosa que demonstram.



Quantos entre nós, para serem considerados assim, estão devendo a bancos, financeiras e não sabem como se liberar de tamanho embaraço? E o mais grave. Ao invés de receberem a Palavra que liberta da escravidão e do julgo, ao chegarem em suas distintas denominações, na hora célebre da ministração da palavra de Deus percebem que são realmente MISERÁVEIS pois não conseguem TRIUNFAR sem dever às instituições financeiras.



QUE EVANGELHO É ESSE?

QUE OPRIME. QUE DIVIDE. QUE MATA!



A divisão do Corpo está tão aparente que vemos comunidades extremamente fechadas dentro de si mesmas. São igrejas dentro de igrejas. Ou seja, um povo que se acha acima do bem e do mal que não se comunica com os pecadores (entenda-se pecadores aqueles que não pertencem ao mesmo nível sócio-econômico deles), mas que erguem juntos as mãos no momento do louvor, que compartilham da mesma Ceia, que congregam na mesma casa de oração.



A única resposta que parece racional diante de tudo isso é resgatar a simplicidade do Evangelho do Senhor. Voltar os olhos aos ensinamentos de Jesus que nos foram dados através de homens simples mas, verdadeiramente, cheios da presença e da glória do Senhor, que não tiveram suas vidas por preciosas, mas entregaram-nas pela causa do Evangelho.



Em diversos momentos, a Bíblia nos convida a viver um Evangelho de amor ao próximo (I João 3:10), de compartilhar as aflições (Gálatas 6:2), de ajuda mútua (Atos 2:45) para, em unidade, servirmos e adorarmos ao Senhor que nos libertou da condenação eterna. A alimentar o órfão e à viúva, a visitar ao encarcerado e ao enfermo, a vestir o nu, pois agindo assim estamos fazendo como se fosse ao próprio Senhor (Mateus 25:40).



Esse é o Evangelho que produz vida.



Finalizando:



1º - A você que está abastado materialmente, dê graças a Deus e tenha compaixão do irmão que está ao seu lado que, talvez, esteja nesse momento de provação, mas continua sendo seu irmão, que teve o mesmo sangue derramado na Cruz do Calvário para salvação dos pecados. Deixe de lado esse engano de pensar que você é mais amado, mais santo ou mais importante que o outro. Seja um instrumento para dizer ao próximo: “Anima-te, Deus é contigo”. Mas não diga somente com lábios, diga com atitude de compartilhar o pão, a roupa e o que mais for necessário e que esteja ao seu alcance fazer. Nunca perca seu tempo em pesquisar o motivo pelo qual o irmão está naquela condição.



2º - Do contrário, se neste exato momento você se encontra no vale da provação, anima o teu coração nas palavras fiéis do Senhor Jesus que nos asseguram que esse momento de provação irá produzir um peso eterno de glória, mas ainda nesta vida seus olhos verão o escape e o livramento do Senhor. Esse momento é passageiro e está servindo para lhe ensinar, moldar, edificar e confiar na provisão do Senhor. Tenha-o por precioso. Deleita-te no Senhor, e não se importe com as acusações, pois só acusa aquele que perdeu a visão de Reino de Deus.



3º - Você, Ministro de Deus, Líder na Casa do Senhor, abandona esse discurso hipócrita que, em resumo, prega um Jesus que não existiu:

Mateus 18: 6 e 7 – “Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!”

Abaixo mais uma preciosa colaboração da nossa amada irmã Alba Valéria Couto.

Deus os abençoe.
EVITANDO SER INCOVENIENTE

É através da comunicação que os seres humanos se relacionam entre si, usando comunicação oral e também comunicação corporal.

Com este texto quero abordar um tema pouco discutido, mas, em contra partida, muito freqüente e muito comum nos relacionamentos interpessoais.

A intimidade, ou a falta dela, no convívio social, nas mais diferentes classes sociais, ou posições estabelecidas por normas e regras hierárquicas tem sido motivo de desentendimento, conflitos e situações constrangedoras e também desagradáveis por não se reconhecer a linha tênue que separa respeito e intimidade de uma grande inconveniência. Inconveniência quer dizer ausência de conveniência, bom senso, critérios, noção de tempo e espaço.

Pela falta de reconhecimento ou posicionamento dentro de um contexto específico e pela falta de noção de lugar, momento, hora e ocasião, os equívocos, os enganos e os mal entendidos ocorrem.

Um comportamento inconveniente, uma abordagem inconveniente, uma atitude inconveniente revelam uma real falta de educação e de inteligência.

Pessoas curiosas demais, que se interessam demais pela vida dos outros, francas demais e que possuem o péssimo hábito de falar primeiro e pensar depois, correm o risco de serem ou se tornarem pessoas inconvenientes. Tais pessoas tornam-se indesejáveis por serem “intrometidas, espaçosas, entronas, folgadas, sendo desprovidas de um aparelho medidor chamado desconfiômetro, não possuem uma percepção do que pode ser feito ou falado.” Por não entenderem que onde termina o seu limite começa o do próximo, invadem a privacidade dos outros criando situações embaraçosas e inesperadas, e constantemente repetem essa conduta reprovável reincidindo no mesmo erro.

A Bíblia tem uma receita excelente, uma dica bastante eficaz e valiosa para evitar esse problema.

Na epístola de Tiago capítulo 3, cujo o título chama-se “O DOMÍNIO SOBRE A LÍNGUA” a partir do verso 1 ao 9, o texto relata que é perfeitamente possível controlar a nossa língua. Isso proporcionara uma mudança de comportamento do que antes era indesejável e desagradável em agradável e adequado a todos os ambientes.

Prudência, cautela e vigilância nunca são demais.



Alba Valéria Couto

Psicóloga comportamental

Tel.: (21) 9446-0168

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Meu inimigo sou eu




“Aos nossos visitantes:
Primeiramente peço perdão pelo fato de ter ficado tanto tempo sem postar.
Foram dias bem corridos, pois aos afazeres inerentes à casa, igreja e Miguel foi somada minha rotina de trabalho secular. Pois é, voltei a trabalhar.
Entretanto, minha rotina de trabalho me permite ter tempo para me dedicar a esse espaço que considero tão precioso.
Assim, vamos retomar, na força do Senhor, nossa comunicação.
Graça e Paz. Pra. Flávia.”


Texto de autoria do Pr. Ricardo Gondim (revista Enfoque Gospel)
Vez por outra sou atacado por um inimigo atroz: eu mesmo. Delimito meu mundo, e meus únicos vizinhos tornam-se meus desejos; sem reconhecer a ferocidade dos meus egoísmos, contento-me com minha insignificância. Nessas alucinações entrópicas, descubro a gênese de meu egocentrismo. Ele acontece quando, depois de lutar por ideais, cobrar atitudes das pessoas e propor um mundo mais justo, sou acometido pelo desejo de mandar tudo para o espaço e cuidar só do estreito quintal de minha vida.
Há pouco tempo deu-me uma vontade louca de desistir de tudo e me mudar para bem longe. Meio desencantado com minha geração, tive um ímpeto de me aposentar precocemente; talvez comprar uma casinha no sertão, diminuir minhas demandas financeiras e passar o resto dos meus dias lendo, pescando e curtindo a companhia sempre prazerosa de minha mulher.

Quando já me preparava para viver como uma cigarra selvagem, sem muita preocupação senão com minha própria felicidade, por acaso, li um pequeno trecho do poeta mexicano Amado Nervo (1870-1919). Suas palavras ressoaram dentro de mim com tanta força, que adiei minha aposentadoria por tempo indeterminado:
“Todo homem que te procura vai pedir-te alguma coisa; o rico aborrecido, a amenidade da tua conversa; o pobre, o teu dinheiro; o triste, um consolo; o débil, um estímulo; o que luta, uma ajuda moral. Todo homem que te busca, certamente há de pedir-te alguma coisa. E ousas impacientar-te!
“Infeliz! A lei oculta, que reparte misteriosamente as excelências, dignou-se outorgar-te o privilégio dos privilégios, o bem dos bens, a prerrogativa das prerrogativas: dar. Tu podes dar!

“Deverias cair de joelhos e dizer: Graças, meu Deus, porque posso dar! Nunca mais passará por meu semblante uma sombra de impaciência.”
Ao terminar a leitura, lembrei-me que o conceito de liberdade cristã não contempla qualquer egocentrismo. Anjos egoístas se transformaram em demônios; homens, em pecadores; e o mundo, num inferno. Assim, decidi resistir a essa tentação de abandonar minha vocação. Resolvi que asfixiarei essas inclinações que desafiam a minha fé e exorcizarei a vontade de parar – ela arrastará meu coração para o conforto dos tímidos que não herdarão o Reino de Deus.
André Comte-Sponville tratou da generosidade em seu Pequeno Tratado das Grandes Virtudes (Martins Fontes) e concluiu que “a generosidade, como todas as virtudes, é plural, tanto em seu conteúdo como nos nomes que lhe prestamos ou que servem para designá-la. Somada à coragem, pode ser heroísmo. Somada à justiça, faz-se eqüidade. Somada à compaixão, torna-se benevolência. Somada à misericórdia, vira indulgência. Mas seu mais belo nome é seu segredo, que todos conhecem: somada à doçura, ela se chama bondade”.

Devemos lembrar que a prioridade maior da fé não consiste em defender verdades, mas em aprender a amar. Jesus disse em João 13.35: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Há algum tempo venho propondo que o principal curso dos seminários deveria ser “Agapeologia”, objetivando mostrar que ninguém pode se considerar um seguidor de Cristo se não dividir seu lanche, como fez um menino no milagre da multiplicação, e se não lavar os pés dos desafetos, como fez Jesus na noite em que Judas o traiu.
Reconheço a dificuldade de abrir mão da minha reputação para não deixar que melindres tirem minha alegria de servir, insistirei em me dar incondicionalmente àqueles que nem valorizam meus gestos de bondade. Reconheço que a trilha mais confortável conduz ao isolamento e que, muitas vezes, sinto facilidade em responsabilizar o próximo pelos meus infernos. Mas esse impulso de buscar isolar-me não nasce do Deus Trino que desde sempre convive em perfeita harmonia. Um projeto de vida egocêntrico é luciferiano.

Sabendo que o egoísmo nasce do diabo, rejeito seus ardis. Não sonegarei meus afetos, não vou ilhar-me, indiferente ao meu semelhante; não tentarei fugir para os confins do universo; e nem farei da minha cama um abismo de lamúrias. Atenderei ao apelo de Paulo: “E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem (...) sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (2 Ts 3.13; 2 Co 15.58).

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mulher sábia

Amadas, a oração abaixo é uma preciosidade que garimpei na internet. Que possa te abençoar tanto como me abençoou. Pra. Flávia.

Oração da Mulher Sábia
Ó Senhor,
Dá-me a Tua sabedoria para que eu possa edificar o meu
lar.
Eu sei, Senhor, que os dias são de divisões nas
famílias,
E os filhos, enquanto pequenos,
Podem ser auxiliados, mas, ao crescerem, fica tão
difícil uma
Comunicação mais vivida, porque
O mundo os toma de nossas mãos
E os martiriza.
Ah, Senhor, Tu, que és Pai,
Sabes o quanto precisamos
Do saber. Quantas vezes,
Meu Senhor, movidos pelo
Arrependimento, fazemos
De nosso leito um verdadeiro
Mar de lágrimas, por causa de
Uma correção mais agressiva que
Tomamos no decorrer daquele dia...
Meu Deus, dirija minhas mãos
E não as deixe derrubar meu pequeno mundo.
Cria em mim um coração
Compreensivo, para que o Teu
Nome não seja maculado por
Minha causa.
Ajuda-me, Senhor, ajuda-me...

sábado, 3 de abril de 2010

Relacionamento em família

Queridas, mais uma vez contamos com a participação de nossa colaboradora Valéria Couto que nos trouxe uma reflexão importante sobre a família, espero que todos sejam abençoados com o texto e que vocês também participem expressando suas opiniões através do campo "comentários". Pr. Flávia Nogueira


Família é um sistema natural vivo, que traz consigo uma história passada, enriquecida a cada instante, onde os membros influenciam e são influenciados uns pelos outros.

Cada família tem suas formas de funcionamento, cuja estrutura tem leis próprias que as determinam, normas de convivência, crenças, mitos familiares e regras que definem seu auto-reconhecimento e regulação enquanto sistema.

A família é o único sistema que não escolhemos, nos é imposta, e também o único grupo com estrutura própria.

Vínculo famíliar é uma re-estrutura dinâmica que liga uma pessoa a outra e que engloba a pessoa
em totalidade. O vínculo poderá ser edificador ou não, podendo ajudar na formação de personalidade ou comprometer definitivamente a integridade pessoal. Um bom exemplo seria a super proteção dos pais.

Vínculo normal é aquele em que a comunicação é fluente e a relação é bem definida, os limites
são estabelecidos e todos crescem de forma equilibrada e sem chantagem, com respeito mútuo.

O equilíbrio interno da família, também chamado de homeostase é um mecanismo regulador que
garante a estabilidade do sistema familiar. Esse equilíbrio pode ser positivo ou negativo, ou seja,
satisfação ou insatisfação, harmonia ou desarmonia para a família.

Famílias Aglutinadas são famílias cujos membros são inapropriadamente íntimos e excessivamente envolvidos uns com os outros. Os membros intrometen-se constantemente nos sentimentos e pensamentos dos outros, não há respeito, um invade o espaço do outro.

Famílias Desengajadas são famílias que pouco se relacionam entre si, possuem fronteiras muito rígidas, não há conexão forte entre seus membros e com isso prejudicando a comunicação, tornando-se frios e individualistas.

As Relações Familiares Ideais são as relações vividas com realismo e naturalidade, tornando possíveis a convivência aberta e agradável. É importante saber criar um ambiente no qual estas relações brotam espontâneamente e firmemente.


Convide Deus para fazer parte de sua família, na presença dEle há Amor, Fidelidade, Sinceridade
Equidade, Generosidade, Alegria, Simplicidade, Confiança, Fortaleza, Flexibilidade, etc...

O Temor do Senhor é o princípio da sabedoria e com sabedoria você pode transformar, aperfeiçoar e melhorar a cada dia suas Relações Familiares.

Alba Valéria Couto
Psicóloga Comportamental
Cerimonialista e Produtora de Eventos
Tel.: (21) 2710-7793 // 9446-0l68
www.valeriacouto.com.br
valeria.couto@yahoo.com.br

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Força da Intercessão

O texto abaixo foi produzido por nossa irmã em Cristo Alba Valéria Couto.
Deus te abençoe. Com carinho, no amor do Salvador. Pra. Flávia.


Interceder – pedir por outrem; pedir pelo outro; rogar, suplicar, intervir a favor de alguém ou de algo.


Intercessão – ato ou efeito de interceder.


O ato da intercessão no seio de Igreja, no meio Evangélico e entre os irmãos, comumente é chamado de “entrar na brecha”. Este termo bíblico, inserido no livro de Ezequiel 22:30 diz “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.”


A definição bíblica de brecha vem da palavra “perets”, que significa ruptura, brecha ou fenda, revelando que as brechas ou fendas precisam ser consertadas e reparadas. Estar na brecha é uma metáfora para um compromisso de intercessão.


Os intercessores fazem a ligação entre a misericórdia de Deus e a necessidade humana. O intercessor sempre está diante de Deus a favor de outros e isto é feito através de oração, clamor e também no ato de jejuar.


Interceder é um ato de AMOR que está contido em um mandamento bíblico de “Amar ao próximo como a ti mesmo.”


Perdemos muito tempo com um comportamento conhecido como falar da vida alheia o que popularmente é conhecido como “fofoca”. Muitas vezes já emprestamos nossa boca ou ouvido para falar mal de algo ou alguém. Para deixar claro a minha afirmação digo que não há ninguém que nunca deixou de fazer parte deste contexto.


Uns os fazem por maldade, outros o fazem sem perceber porque não vigiaram o suficiente.

Muitas vezes conhecendo as necessidades, as fragilidades e as carências de nossos irmãos, ao invés de comentários ou críticas, deveríamos orar, intercedendo por eles, pois isso os aproxima e também nos aproxima de Deus. Agindo assim, fazemos parte da misericórdia de Deus. A bíblia relata no capítulo 5:7 do Evangelho de Mateus que “Bem aventurados os misericordiosos pois eles alcançarão misericórdia.”


A intercessão não é um fardo e nem um peso, como muitos pensam. Na verdade a intercessão é para aqueles que buscam uma maior intimidade com Deus, e vêem nisto uma oportunidade para conhecê-lo ainda mais.


Assim ocorreu com Jó quando orava pelos seus amigos (intercedia) e Deus virou o seu cativeiro e lhe concedeu tudo em dobro.


A força da intercessão supera os limites, o tempo e a distância, por que nosso Deus é ilimitado e também é conhecido como Deus forte e seu Espírito nos capacita e nos impulsiona a intercedermos em favor das nossas próprias causas como também dos nossos irmãos. Portanto comece intercedendo pela sua Igreja, por seus Pastores, sua Família, seus Amigos, seu País etc...

Alba Valéria Couto
Psicóloga Comportamental
Cerimonialista e Produtora de Eventos
Tel.: 2710-7793 / 9446-0168
E.mail - valeria.couto@yahoo.com.br
www.valeriacouto.com.br

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